Robinson Rezende - Invasão animal a caminho de Goiás

fotos-04-dezembro-2015-021

“Viajando de São Paulo a Goiás, tive um problema com o meu caminhão: quebrou o diferencial.

Na época, ainda não se usava celular, dispunham-se apenas de telefones públicos nas cidades. Ao sair da empresa eu só teria contato em algum posto de combustível, bases policiais ou no destino da viagem. Então, tive que abandonar o caminhão na estrada e pegar uma carona.

Depois de algumas horas, cheguei a um posto de combustível e após fazer uma ligação para a empresa, pedi socorro mecânico. Como a oficina mais próxima cobrou um valor abusivo para o conserto, a empresa decidiu enviar um mecânico, mas isso não foi assim tão fácil. Voltei ao caminhão após pegar outra carona.

Era um tempo de companheirismo e cooperação entre os caminhoneiros, porque éramos todos, de fato, caminhoneiros!

Chegando ao caminhão, uma surpresa!!! Estava tudo revirado, minhas roupas penduradas pela janela, objetos revirados… Pensei em roubo – se ouvia falar em assaltos, mas não eram frequentes como nos dias atuais. Então, todo desconfiado, fui chegando perto do caminhão. Resolvi atirar pedras para fazer barulho, pensando ter algum assaltante, que poderia me fazer surpresas e, de fato, fui surpreendido. Não por assaltantes, mas por macacos!

Eu havia me apressado ao conseguir uma carona, deixei meio vidro da cabine aberto, do lado do passageiro, e os macacos fizeram a festa. Ao perceberem minha presença, correram e eu me coloquei a rir sozinho da situação.”

Este é um trecho de uma das histórias que a vida de caminhoneiro me proporcionou. Ela é contada por mim, entre outras, no livro Ser Caminhoneiro, Profissão ou Dom?. Este livro relata uma história de vida verdadeira, marcada pela sensibilidade e leveza do autor na busca do seu sonho.

Essa história foi enviada por Robinson Donisete Rezende, de São Paulo (SP), dono de um Scania LK 1979. Envie a sua história também e apareça no nosso site.