Soja: por clima e oferta, Chicago mantém tom negativo no meio-pregão

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. O mercado é pressionado pelas condições climáticas nos Estados Unidos, cuja previsão de tempo seco e quente não deverá ser tão severa como esperado anteriormente. A ampla oferta global da oleaginosa também pesa negativamente. 

Além disso, os investidores se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda de julho, que será divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,167 bilhões de bushels. Em junho, o número era de 4,125 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.  

Para os estoques de passagem, a aposta é de 443 milhões de bushels para 2020/21. Em junho, o número ficou em 395 milhões. Para 2019/20, o USDA deverá elevar sua previsão de 585 milhões para 589 milhões de bushels. 

A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 97,7 milhões de toneladas, contra 96,3 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá elevar a estimativa de 99,2 milhões para 99,5 milhões de toneladas. 

A safra brasileira em 2019/20 deverá ter sua previsão cortada de 124 milhões para 123,4 milhões de toneladas. A produção da Argentina deverá ter projeção mantida em 50 milhões de toneladas. A posição agosto de 2020 era cotada a US$ 8,92 1/2 por bushel, baixa de 4,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,47%. A posição novembro de 2020 era cotada a US$ 8,97 por bushel, perda de 5,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,60%.

No farelo, agosto de 2020 tinha preço de US$ 294,60 por tonelada, retração de US$ 0,90 por tonelada ou 0,30%. Já a posição agosto de 2020 do óleo era cotada a 28,41 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,46 centavo de dólar por libra-peso ou 1,59%.

Por Agência Safras