Soja: Chicago se recupera e fecha em alta por novas compras chinesas

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado reverteu as perdas iniciais, amparado na forte demanda chinesa pela oleaginosa americana. 

O mercado iniciou em baixa, pressionado pela tensão geopolítica gerada com a decisão dos Estados Unidos de determinarem o fechamento do consulado da China em Houston, no Texas. O clima favorável às lavouras também pressionou os contratos inicialmente. 

Mas ao longo do dia e após o anúncio de novas operações de venda da soja americana aos chineses, o mercado voltou ao território positivo. O enfraquecimento do dólar frente a outras moedas ajudou na recuperação.  

Hoje, os exportadores privados anunciaram a venda de 453 mil toneladas para a China e de 211,3 mil para destinos não revelados. Além disso, houve uma operação envolvendo 262 mil toneladas recebidas para entrega à China em 2020/21. 

Desde o dia 13, foram confirmadas operações envolvendo 1,751 milhão de toneladas para a China e 868,3 mil toneladas para destinos não revelados. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 2,75 centavos ou 0,3% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,99 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,95 1/2 por bushel, com ganho de 2,50 centavos ou 0,27%. 

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,3% a US$ 294,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,52 centavos de dólar, baixa de 0,16 centavo ou 0,52% na comparação com o fechamento anterior. 

 Por Agência Safras