Soja: demanda elevada e baixa oferta elevam cotações no Brasil

O baixo excedente interno, a firme demanda das indústrias nacionais e a retração de sojicultores em negociar novos volumes a curto prazo vêm elevando os valores domésticos da soja e também os prêmios de exportação. Assim, este segundo semestre se inicia com os preços do grão renovando as máximas nominais.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse contexto tem estimulado agentes a negociar a produção das duas próximas safras. No mercado spot, os preços renovam os recordes nominais, mas sojicultores não mostram interesse em vender novos lotes. Vale lembrar, no entanto, que o remanescente da safra 2019/2020 no país é de apenas 5%, segundo agentes consultados pelo Cepea.

Com isso, os produtores têm expectativas de conseguir maior receita pela venda desse remanescente nos próximos meses. Na sexta-feira, 24, os Indicadores Esalq/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) e Cepea/Esalq Paraná registraram novos recordes nominais, fechando a R$ 117,53 por saca de 60 quilos e a R$ 111 por saca, respectivamente, 1,3% e 2,2% acima dos patamares observados na sexta anterior, 17.