O dólar comercial fechou em queda de 1,10% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5270 para venda, em sessão de bom humor aqui e no exterior com a moeda exibindo poucas oscilações na segunda parte dos negócios em meio ao volume de negócios reduzido à véspera do feriado prolongado. A expectativa de que o pacote de estímulo fiscal seja anunciado antes da eleição presidencial nos Estados Unidos, em 3 de novembro, sustentou o otimismo do mercado global.
O analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho, destaca o ambiente de forte apetite por risco no exterior “amparado” pela retomada da “crença” dos investidores em relação à aprovação do pacote de estímulos norte-americano. “Sobretudo, após a notícia de que o secretário de Tesouro do país pretende apresentar ao Congresso uma proposta de US$ 1,8 trilhão, acima da anterior, de US$ 1,6 trilhão”, comenta.
“Além disso, a pacificação do cenário político doméstico durante a semana, serviu de estímulo para o investidor local realizar lucros ou desmontar as posições em dólar”, acrescenta o analista da corretora.
Com isso, na semana, a moeda recuou 2,40% e interrompeu uma sequência de quatro altas semanais. Para o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, a sessão foi de alívio após uma semana “nervosa” para o dólar, com a percepção de risco Brasil subindo, em meio ao vai e vem das notícias sobre o programa Renda Cidadã e o pacote de estímulo fiscal norte-americano.
Na próxima semana, encurtada pelo feriado local na segunda-feira, o destaque na agenda de indicadores fica para os dados de inflação, vendas no comércio e da atividade industrial norte-americana em setembro, enquanto na China, tem os dados de inflação.
Para Silveira, da Nova Futura Investimentos, a tendência é que seja mais uma semana de volatilidade elevada, visto que as eleições dos Estados Unidos se aproximam e há incertezas em torno das negociações do pacote de estímulo fiscal no país. Aqui, apesar da apresentação da proposta do programa Renda Cidadã ter sido adiado para após as eleições municipais no mês que vem, investidores seguirão atentos aos desdobramentos entre legislativo e executivo na condução de agenda de reformas.
Por Agência Safras