Prorrogação do Convênio 100 garante competitividade para cotonicultura, diz Abrapa

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) destaca que a prorrogação do Convênio 100 até 2021 representa um alívio para os produtores. De acordo com a entidade, o desconto de 60% sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos insumos agropecuários é um dos fatores que garante a sustentação da competitividade na produção de algodão.

“A extinção dos convênios implicaria um gigantesco aumento nos custos de produção, sobretudo com a defesa fitossanitária, inviabilizando atividades como a produção de algodão, e encarecendo ainda mais os alimentos, e o valor da cesta básica no Brasil”, diz Júlio Busato, vice-presidente da Abrapa.

Ainda segundo Busato, os custos para se fazer agricultura nos trópicos são muito altos. “No caso do algodão, mais de 60% deles são atrelados ao dólar. Sem o Convênio 100, assim como o Convênio ICMS 52/91, é praticamente impossível produzir, quanto mais, competir”.

Para Busato, o anúncio é bem-vindo, mas não definitivo. “Tudo pode mudar com a reforma tributária e precisamos acompanhar a forma como a matéria será tratada com muita atenção”, ressalta.