Dólar:  À espera da eleição nos EUA, dólar fecha em queda

O dólar comercial fechou em alta de 0,41% no mercado à vista, cotado a R$ 5,7630 para venda, próximo à máxima do dia, em sessão de forte amplitude e volatilidade da moeda com investidores na expectativa pelo resultado da eleição norte-americana, à espera de uma vitória do presidente Donald Trump – que tenta a reeleição, ou do candidato democrata, Joe Biden.

O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, destaca o movimento volátil da moeda, no qual operou nas mínimas de R$ 5,65 na primeira parte dos negócios, porém, inverteu sinal à tarde, descolando do cenário externo “Um movimento de recomposição de posições, depois da divisa ter ficado ‘barata'”, diz. O dólar chegou a cair mais de 1,5%.

O resultado da eleição norte-americana poderá sair na madrugada, mas a dúvida permanece em relação ao possível questionamento e judicialização do processo eleitoral, reforça o economista-chefe do banco digital Modalmais, Álvaro Bandeira. Ele acrescenta que Trump já acionou advogados para eventualmente questionar resultados em estados de diferença apertada.

Sobre a relação entre brasileiros e norte-americanos após a eleição, a equipe econômica da XP Investimentos destaca que o governo de Jair Bolsonaro tem um alinhamento ideológico e aproximação maior com Trump. Com isso, em uma possível reeleição do atual governo, a relação com o Brasil não deverá passar por grandes mudanças nos próximos anos.

“Os Democratas têm uma forte agenda de meio ambiente e energias renováveis. Apesar do Brasil ser um dos maiores produtores de energia de fontes renováveis no mundo [etanol e geração hidrelétrica], a visão do mundo em relação ao controle ambiental se deteriorou rapidamente, principalmente em relação às queimadas na Amazônia”, avaliam.

Na quarta, 4, investidores seguirão na expectativa pelo resultado da eleição nos Estados Unidos, atentos à agenda de indicadores com dados dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China, da zona do euro e dos Estados Unidos, no mês passado. Tem ainda os números da criação de empregos no setor privado norte-americano, com previsão de abertura de 600 mil vagas. O dado é uma prévia do relatório de empregos do país, o payroll.

Para o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, independentemente de eleição norte-americana, o dólar deverá seguir pressionado no mercado doméstico, ao redor dos R$ 5,70, enquanto “não tiver notícias positivas” em relação ao cenário fiscal.

Por Agência Safras