Em conferência via internet, o economista Ricardo Amorim falou sobre os cenários macroeconômicos globais e nacional, com foco no agronegócio café. De acordo com ele, a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus não impactou o agronegócio, em particular a cadeia café.
“A loucura que aconteceu no petróleo não contaminou as demais commodities. Foi, sim, a mais aguda crise econômica em décadas, mas também a mais rápida. Já a partir de maio o mundo e o Brasil entraram no modo de recuperação mais veloz já visto, com aceleração no setor industrial, de serviços, e o comércio, com recorde de vendas neste último, puxada pelos programas de ajuda financeira dos governos”, disse.
Conforme o economista, as commodities agrícolas tiveram uma compensação no início da crise, quando as cotações internacionais caíram, através do aumento dos preços em real, por conta da valorização do dólar. “Ao contrário de alguns competidores, como os produtores de soja e milho dos Estados Unidos, no Brasil a lucratividade e a competitividade aumentaram. O agronegócio, que movimenta o país, se fortaleceu”, salientou.
No caso do café, especificamente, o caso é ainda mais agudo, pois o principal competidor do Brasil é a Colômbia, e o peso colombiano não se desvalorizou tanto como o real. Com isso, o café brasileiro ganhou mercado, aumentando sua fatia no mercado internacional, pontuou Amorim.
Por Agência Safras