Feijão: perdas pela seca aumentam no Rio Grande do Sul

Nas regionais de Frederico Westphalen, Santa Rosa, Ijuí e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a sequência de dias sem chuvas tem se refletido nos cultivos da primeira safra de feijão. Na de Frederico Westphalen, 5% das áreas já estão colhidas. A continuidade do

tempo seco afeta, principalmente, as fases da floração (30% dos cultivos) e do enchimento de grãos (30%), estágios extremamente críticos ao déficit hídrico. Em algumas lavouras, são estimadas perdas de até 100%, enquanto que a média regional já atinge 62%, conforme levantamento da Emater.

Na de Santa Rosa, as áreas estão em desenvolvimento vegetativo e plena floração, cuja falta de chuvas, associada à restrição nos tratamentos de pragas e doenças, acarretam em estimativas de perdas acima de 50%. Na região de Ijuí, as áreas de sequeiro apresentam desenvolvimento comprometido pela falta de chuvas. As primeiras lavouras implantadas são de sequeiro e estão em estádio reprodutivo com baixa formação de vagens e reduzido número de

grãos. Já nas lavouras irrigadas, o desenvolvimento é excelente. Na de Porto Alegre, a diminuição da umidade do solo começa a ser sentida pelas plantas, atenuada parcialmente, dia 15/11, com precipitações de baixo volume (em média 15 milímetros). Apesar da predominância do tempo seco, os agricultores apostam em uma melhor safra de feijão este ano com aumento da área semeada, que chegou a 4.888 hectares, superando a intenção de plantio para safra. Em geral, as áreas já semeadas apresentam bom desenvolvimento e bom estado fitossanitário.

Por Agência Safras