O dólar comercial fechou em queda de 1,06% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3200 para venda, com a moeda operando em baixa por praticamente toda a sessão, em meio ao fluxo de entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira (B3) e em dia mais positivo para as divisas de países emergentes à véspera do feriado nos Estados Unidos. O real foi uma das moedas de melhor desempenho entre as emergentes.
O analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho, destaca que a divisa local operou “contrariando” o sentimento de cautela visto no mercado global. “Apesar do resultado negativo de diversas bolsas, aqui, o dólar reagiu com queda conduzido pelo recorrente ingresso de capital estrangeiro no país”, comenta, acrescentando que isso levou a divisa às mínimas de R$ 5,30.
O diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, reforça o fluxo de entrada no mercado local, no qual apenas neste mês até o dia 23, houve entrada líquida de R$ 26,7 bilhões na B3. “Tem sido valores recordes”, diz. Com isso, o índice Ibovespa opera no maior patamar desde fevereiro, antes do surto de covid-19 no Brasil, acima dos 110 mil pontos.
Spyer ressalta que, nesta quinta (26), em meio à agenda de indicadores esvaziada e com feriado de ação de graças nos Estados Unidos, o movimento será de liquidez reduzida com o mercado voltado ao cenário local. “Podemos ter uma sessão de mais cautela, já que terá menos liquidez”, diz.
Por Agência Safras