Dólar sobe pela 4ª vez seguida, com valorização de 0,71%

O dólar comercial fechou em alta de 0,71% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2000 para venda, no maior valor de fechamento desde 2 de dezembro (quando encerrou a R$ 5,2410), em sessão volátil e de forte amplitude à véspera do feriado prolongado de Natal. O movimento descolado do exterior refletiu o ajuste de posições por investidores locais e a adoção de cautela na reta final do ano. Com isso, a moeda engatou o quarto pregão de alta.

“Os players reforçaram posições na medida em que vários fatores contribuem para o aumento das incertezas, especialmente, locais. O fluxo de saída no mercado à vista e a demanda no mercado futuro em decorrência de compromissos externos e a maior inquietação com a possibilidade de rompimento do teto dos gastos públicos no início de 2021 são uma realidade”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

Em semana mais curta, a moeda subiu 2,28%, na maior alta percentual semanal desde o fim de setembro. A equipe econômica do banco Fator reforça que a semana foi dominada pelo receio com o coronavírus, em meio à identificação de uma nova variante que se espalha pelo Reino Unido, e pelas notícias sobre a vacina no mundo todo.

“Aqui, ênfase para a complacência do mercado frente à incompetência do governo em relação às questões fiscais, tema tão prometido e agora, submetido às conveniências do centrão com as eleições dos presidentes das casas legislativas”, reforça a equipe do Fator.

Para os analistas da XP Investimentos, daqui para janeiro, as atenções se concentram as disputas pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

O analista da Toro Investimentos, Daniel Herrera, ressalta que o movimento iniciado no fim da semana passada é de ajuste. “Como o dólar se aproximou dos R$ 5 [na semana passada], acabou criando um pouco de resistência para romper esse patamar”, avalia.

Por Agência Safras