Leite: com oferta restrita e reação no consumo, preço ao produtor sobe 41%

A oferta restrita de leite no segundo semestre e a reação no consumo interno contribuíram para impulsionar as cotações do leite pago ao produtor este ano. Com isso, desde janeiro até novembro – pagamento mais recente -, o preço médio nacional calculado pela Scot Consultoria subiu 41%. Já em relação a igual intervalo do ano passado, a Scot informa que a alta foi de 20,2%. A média considera 18 Estados produtores de leite no país.

“A produção permaneceu enxuta, influenciada pelo clima, e a concorrência acirrada entre as indústrias fez os preços subirem”, descreve a Scot em sua “Carta Leite”, assinada pela analista de mercado Sonia Honigmann. “Por esse motivo também as importações de lácteos após julho cresceram, diminuindo a concorrência entre as indústrias.”

Ainda conforme a Scot, a falta de chuvas nas regiões produtoras afetou tanto a produção de grãos – encarecendo custos – quanto a disponibilidade de pastagens. “Na comparação entre 2019 e 2020, os custos da atividade cresceram ao longo dos meses, puxados principalmente pelas altas nos custos dos alimentos concentrados, como milho, soja e algodão”, cita a analista.

Já para novembro e dezembro – em relação ao leite captado em novembro e pago em dezembro -, a tendência é de estabilidade de preços, em razão da oferta ajustada e das condições de clima e de preços de insumos, “diferentemente padrão de comportamento da oferta de leite no campo nos meses em questão”.

Por Estadão Conteúdo