Boas exportações fortalecem preço e soja sobe em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em alta. O cenário fundamental, que combina boa demanda nos Estados Unidos e aperto na oferta global, deu sustentação aos preços. A elevação ganhou força após a divulgação das exportações semanais americanas, que superaram a expectativa e colocaram as cotações perto das máximas do dia.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 908 mil toneladas na semana encerrada em 7 de janeiro. Representa uma forte elevação frente à semana anterior e um avanço de 93% sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 758.300 toneladas.

Para 2021/22, foram mais 326 mil toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 300 mil e 1,2 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. O mercado ainda encontrou sustentação nos números de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados na terça e que confirmaram o corte nas projeções para os estoques americanos e mundiais. Amanhã o mercado conhecerá os dados de esmagamento de dezembro nos Estados Unidos e a expectativa é de um número elevado.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de US$ 24,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,72% a US$ 14,30 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,27 3/4 por bushel, com ganho de 24,00 centavos ou 1,7%. Nos subprodutos, a posição março do farelo avançou US$ 7,80 ou 1,7% a US$ 464,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 43,11 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 2,2%.