O dólar comercial fechou em queda de 0,51% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4480 para venda, interrompendo
a sequência de três altas seguidas, acompanhando o exterior mais positivo para os ativos globais em meio à busca por risco no primeiro pregão de fevereiro. Aqui, o mercado calibrou ruídos políticos enquanto aguarda a
eleição dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.
O analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho, destaca que uma “forte onda” de otimismo prevaleceu aqui e no exterior, principalmente, no mercado acionário “dando contorno” à sessão. “O dólar acabou cedendo ao
otimismo instalado nos mercados. No exterior, o bom humor veio após a notícia de ampliação da produção da vacina pela AstraZeneca à União Europeia”, comenta.
Ele acrescenta que, no mercado doméstico, o foco dos investidores ficou na eleição do Congresso com expectativas de que os escolhidos para a Câmara e para o Senado favoreçam a agenda liberal. “Deram o ritmo positivo aos
negócios”, diz. O deputado Arthur Lira e o senador Rodrigo Pacheco, apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro, são os favoritos para vencerem a disputa.
A equipe econômica do banco Fator acrescenta que o bom humor veio das notícias sobre a vantagem de Lira na Câmara. “Ele é visto pelo mercado como reformista ou, ao menos, mais perto disso do que seu oponente [o deputado Baleia Rossi]”, avalia.
Nesta terça, 2, com a agenda de indicadores mais fraca, o foco deverá ser o resultado da eleição, prevista para hoje à noite. A equipe do Fator acrescenta que os sinais sobre a postura dos vencedores em relação ao teto de
gastos, formal ou informal, podem sacudir o mercado.
Já a analista da Toro Investimentos, Stefany Oliveira, diz que além do mercado reagir ao resultado da eleição, com até uma eventual vitória de Baleia Rossi como elemento “surpresa”, o dólar pode passar por correção após a valorização recente ante o real.
Por Agência Safras