Dólar sobe 0,28% e fecha em R$ 5,36

O dólar comercial fechou em alta de 0,28% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3690 para venda, em sessão de forte volatilidade com investidores calibrando o otimismo local em meio à expectativa de andamento da agenda de reformas, após os novos presidentes da Câmara dos Deputados (Arthur Lira) e do Senado (Rodrigo Pacheco) declararem, em documento, que o Congresso está comprometido com as pautas econômicas e que pretendem respeitar o teto de gastos. Lá fora, incertezas em torno do pacote de estímulo fiscal norte-americano pesou nos mercados.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca que o movimento baixista da moeda na primeira parte dos negócios foi influenciado pelo otimismo local, já que o mercado doméstico está “esperançoso” de que a agenda econômica do país avance com a nova composição do Congresso.

Enquanto que, à tarde, a moeda estrangeira passou a ganhar valor, chegando a se aproximar dos R$ 5,40, motivado pelo “impasse” nas negociações de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos. “O presidente Joe Biden descarta a possibilidade de reduzir a proposta do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão de dólares para cerca de US$ 600 bilhões de dólares”, reforça.

Para o analista da Toro Investimentos, Daniel Herrera, o bom humor doméstico deve “durar” mais alguns dias, e deve refletir na baixa da moeda amanhã, na abertura dos negócios. “E a região de R$ 5,50 parece estar muito vendedora. Já testou três vezes e voltou a cair”, diz, acreditando que a divisa norte-americana deverá seguir abaixo de R$ 5,40 enquanto o investidor local segue otimista.

Em meio à agenda de indicadores mais fraca, a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, diz que vê um movimento mais lateral do dólar. “Estamos em um patamar que a moeda tende a ficar em movimento de lateralidade por aqui. O fluxo mais positivo para bolsa [de valores, a B3] tem diluído um pouco a pressão em cima do dólar. E com as indefinições vindas
do Congresso, neste início de mandatos nas casas, o mercado tende a esperar para dar novos passos”, avalia.

Por Agência Safras