Algodão: preços seguem em patamares recordes no Brasil

Contando com o suporte dado pela paridade de exportação, as cotações do algodão em pluma no Brasil seguem
batendo recordes de alta. Essa escalada altista é corroborada por um cenário de oferta enxuta de fibra de alto padrão no disponível e por uma demanda que, apesar de estar perdendo fôlego diante do forte encarecimento da
matéria-prima, ainda é mais ativa que o interesse de venda.

Os produtores estão com as atenções voltadas para a safra nova e aqueles que ainda possuem lotes da velha mostram inflexibilidade nas pedidas. Os comerciantes contam com a demanda externa, favorecida pelo recente rally de alta
da Bolsa de Nova York (Ice Futures US), como parâmetro para negociar no âmbito doméstico.

Na média do polo industrial paulista a fibra fechou a semana (de apenas três dias úteis devido à paralização de Carnaval) trocando de mãos a R$ 4,82/libra-peso, com valorização de 2,1x% em relação à anterior. Na comparação com o mesmo período do mês e do ano passado os ganhos acumulados são de 10,6% e de 68,2%, respectivamente.

No FOB exportação do porto de Santos/SP o produto brasileiro fechou a 87,55 cents de dólar por libra-peso (c/lb), com alta de 0,8% em relação à semana anterior. Nesse mesmo período os ganhos acumulados na Ice Futures foram
de 1,9%. Alargando-se a base de análise para um período de 1 mês, a elevação em Santos chega a 6,9%, contra 8,4% da Bolsa norte-americana. Ante ao contrato de spot negociado na Ice Futures (março/2021), a pluma brasileira
chegou à sexta-feira cotada por um valor 1,6% inferior, contra 1,9% inferior da véspera. Há uma semana era 2,0% inferior e há um mês 0,2% inferior.

Por Agência Safras