O dólar comercial fechou em queda de 1,27% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5740 para venda, influenciado pelo
exterior em meio ao ambiente mais positivo para as moedas de países emergentes reagindo à postura acomodatícia reiterada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Aqui, um diretor do Banco Central (BC) confirmou que a taxa Selic subirá 0,75 ponto percentual (pp) em maio, magnitude já contratada pela autoridade monetária na ata da última reunião, no mês passado.
O economista da Nova Futura Investimentos, Matheus Jaconeli, reforça que o exterior foi o “principal driver” para sustentar a queda do dólar no mercado doméstico com o Fed mantendo uma perspectiva “dovish” (suave) em relação à política monetária, o que influenciou na queda dos rendimentos dos juros futuros dos títulos do governo norte-americano, as treasuries. O título de 10 anos (T-Note) operou abaixo de 1,65% ao longo da sessão.
Além do exterior, aqui, as falas do diretor de política econômica do Banco Central (BC), Fabio Kanczuk, sobre a taxa Selic durante um evento promovido pelo BNY Mellon, corroboraram para a queda mais intensa da moeda no início da tarde, quando renovou mínimas abaixo de R$ 5,54.
Kanczuk afirmou que a autoridade monetária promoverá mais uma alta de 0,75 ponto pp na taxa básica de juros na próxima reunião, no mês que vem. “A percepção de risco reduziu e isso aumentou a demanda por real em relação ao
dólar”, acrescenta Jaconeli.
Nesta sexta, 9, na agenda de indicadores, os destaques ficam para os números da inflação doméstica, em março, no qual o Termômetro CMA aponta alta de 1% ante fevereiro. Para o economista da Nova Futura, os dados não devem
influenciar no preço dos ativos locais já que o mercado espera uma aceleração do IPCA em base mensal e no acumulado em 12 meses.
Ele aposta que após a queda na sessão e em boa parte da semana, a moeda tem espaço para uma correção na véspera do fim de semana.
Por Agência Safras