Dólar recua e fecha em queda pela terceira sessão consecutiva

O dólar comercial fechou em queda de 0,74% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6270 para venda, acompanhando o
apetite por risco que prevaleceu no exterior ao longo do pregão, reagindo aos indicadores de atividade mais fortes nos Estados Unidos, além da queda mais intensa dos rendimentos das taxas de juros futuros dos títulos do governo
norte-americano, as treasuries. Com isso, a moeda engatou o terceiro pregão seguido de queda.

“A disposição pelo risco, vista no exterior, fez com que o dólar recuasse ante seus pares e também ante a maioria das moedas [de países] emergentes”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes. A economista da Toro
Investimentos, Paloma Brum, acrescenta que o ambiente externo ficou mais positivo após os dados de atividade mais fortes nos Estados Unidos.

Em março, as vendas no varejo cresceram 9,8%, ante previsão de alta de 6,1%, enquanto os dados da produção industrial subiram acima do esperado. Por fim, os pedidos de seguro-desemprego até o fim da semana passada caíram no menor nível em um mês.

“Ao longo de março, a gente viu que o pacote de estímulo trilionário do Joe Biden [presidente dos Estados Unidos] já provocou um impacto na economia norte-americano, com as famílias respondendo aos estímulos por lá”, comenta.
O pacote de estímulos fiscais para alívio dos efeitos da Covid-19 no país, de US$ 1,9 trilhão, foi sancionado por Biden no início do mês passado.

Nesta sexta, 16, Brum acredita que o mercado poderá reagir aos dados de atividade da China, com os resultados de março da produção industrial e de vendas no varejo, além dos números do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre.

“Se os números ficarem em linha com o esperado, ou até acima, poderá dar continuidade ao desempenho positivo das emergentes. Do contrário, após três quedas, poderemos ver uma correção local no dólar”, avalia.

Por Agência Safras