Mercado projeta aumento da Selic e dólar recua 1,21%

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, negociado a R$ 5,3640 para venda. O recuo ocorreu graças ao aumento do apetite dos investidores estrangeiros por ativos de maior risco, como de países emergentes. A expectativa pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com previsão de elevação da Selic (taxa básica de juros) também ajudou na desvalorização do dólar frente ao real.

“Quanto mais a Selic subir, mais valorizado vai ficando o real frente ao dólar. Os investidores estão buscando rentabilidades sem grandes riscos e a alta da Selic traz isso para o Brasil, atraindo mais investidores. Mercado prevê uma lata expressiva, de 0,75pp. O mesmo é esperado já para a próxima reunião”, explicou um operador de câmbio.

“Ainda bem que hoje está acompanhando o exterior”, resumiu Vanei Nagem, responsável pela Mesa de Câmbio da Terra Investimentos. De acordo com ele, o bom resultado da produção industrial em março na comparação com o ano anterior, um crescimento de 10,5% em base dessazonalizada, também contribui para o bom desempenho do real.

A repercussão do apetite por risco no mercado de câmbio coloca em segundo plano fatores negativos como o retorno da reforma tributária à estaca zero e os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as
responsabilidades sobre a reação do governo à pandemia. Enquanto isso, os investidores fazem os últimos ajustes antes da decisão do Copom em relação aos próximos passos da taxa Selic.

“O mercado se posiciona para um comunicado conservador por parte do BC, sugerindo aumentos adicionais à Selic, que hoje deverá ser majorada em 0,75 ponto porcentual, para 3,50% ao ano”, avalia a equipe da Correparti Corretora
de Câmbio.

Por Agência Safras