O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,2720 para venda, na semana, a moeda norte- americana registrou alta de 0,84%. A tendência para os últimos cinco pregões era de queda para a divisa, porém, dados de inflação nos Estados Unidos divulgados nesse período acabou colocando um temor nos investidores sobre o aperto monetário no país, trazendo aversão ao risco.
Fora esse acontecimento, as economias emergentes e países exportadores de commodities apresentavam tendência de valorização de suas moedas diante do dólar comercial, mostrando que os investidores estavam com maior apetite ao risco. No Brasil, ainda tivemos um adendo, que foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia no Senado, com os depoimentos de pessoas importantes do governo, como ex-ministros, e também de empresas.
Em seu boletim matinal, o Bradesco lembra que os investidores devem seguir atentos e tomando decisões pensando no cenário de inflação nos Estados Unidos. Os investidores estão em busca de indícios de superaquecimento da economia que sejam capazes de indicar quando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) começará a retirar o alívio monetário.
“Lá fora o dólar perde de seus pares e das moedas emergentes e ligadas as commodities, com destaque para o peso mexicano”, observou a equipe da Correparti Corretora de Câmbio em comentário matinal.
Ainda na primeira hora de sessão, o dólar recuperou temporariamente parte do terreno perdido depois da divulgação dos dados de vendas no varejo e preços de importação nos Estados Unidos, mas depois a queda se acentuou acompanhando os mercados internacionais.
Por Agência Safras