O dólar comercial fechou em queda de 0,79% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2130 para venda, no menor valor de encerramento desde 14 de janeiro (quando encerrou a R$ 5,2070), em sessão positiva para os ativos domésticos em meio à entrada de fluxo estrangeiro e com a moeda norte-americana perdendo a força no exterior ao longo da segunda parte dos negócios. Na semana, a moeda fechou com recuo de 2,63%.
Além disso, o ingresso de fluxo cambial pela via financeira e comercial corroborou para a moeda renovar mínimas sucessivas, a R$ 5,21, na parte da tarde, reforça o diretor de uma corretora nacional.
O consultor de câmbio da Amplla Assessoria, Alessandro Faganello, avalia que houve uma melhora doméstica com o andamento das tratativas da agenda de reformas, administrativa e tributária, além da percepção de melhora do cenário fiscal ao longo da semana. “Também observamos o início de um movimento para a formação da taxa Ptax [de fim de mês]. Um ‘amistoso'”, diz.
Na semana que vem, marcada por feriados nos Estados Unidos na segunda-feira e no Brasil, na quinta-feira, os destaques na agenda de indicadores ficam com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre, números de maio do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) norte-americano, da China e da zona do euro, além de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Para Faganello, a segunda-feira será de baixa liquidez com o feriado norte-americano, enquanto aqui, terá a “clássica” disputa pela formação de preço da Ptax – média das cotações apuradas pelo Banco Central (BC). “Mas o mercado vai esperar mesmo pelos dados do relatório de emprego dos Estados Unidos. Será o payroll mais importante”, reforça.
“Após frustração com o resultado [do payroll] de abril, a criação de vagas de maio será acompanhada de perto tanto pelo mercado quanto pelo próprio Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano], que tem condicionado a retirada dos estímulos à melhora do mercado de trabalho”, acrescenta a equipe econômica do Bradesco.
Por Agência Safras