Dólar tem queda de 0,57% com mercado à esperada dos dados do Fed

O dólar comercial fechou em queda de 0,57% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0420 para venda, em sessão volátil, com investidores à espera das decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-mericano) e do Banco Central brasileiro, amanhã, na chamada “super quarta”.

Perto do fim do pregão, a divisa estrangeira passou a cair frente ao real com o mercado doméstico precificando uma  possível “surpresa” do Comitê de Política Monetária (Copom) podendo elevar a Selic em 1,0 ponto percentual (pp) e não em 0,75 pp como a autoridade monetária já havia sinalizado e é consenso do mercado, conforme o levantamento do Termômetro CMA.

O diretor de uma corretora nacional reforça que a moeda norte-americana inverteu o sinal e passou a cair em meio  ao fluxo de entrada de recursos estrangeiros. “Possivelmente, das últimas captações externas”, diz, acrescentando que também pode ser pela expectativa com a taxa Selic amanhã, em meio à aposta de alta a 4,50% ao ano, no qual a possibilidade aumentou nesta terça.

“Tem uma aposta sim, mas minoritária. Mas a leitura que o mercado faz é que pode ter um fluxo de renda fixa para o mercado doméstico após a decisão do Fed”, comenta a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack. O comunicado do banco central dos Estados Unidos será divulgado às 15 horas e o presidente da  autoridade monetária, Jerome Powell, concederá entrevista coletiva na sequência. Amanhã, o Fed também divulgará  as projeções econômicas para o país.

Já o comunicado do Copom será publicado a partir das 18h30 e para o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, o mercado aguarda um tom “mais hawkish” (duro) do documento e o BCl deve retirar o trecho de “normalização parcial” presente nos documentos anteriores.

Nesta quarta, o mercado deverá ficar em “compasso de espera” até sair a decisão do Fed, diz Abdelmalack. Ela lembra  que, mais tarde, saem os dados de vendas no varejo e da produção industrial na China, em maio, e que podem mexer com a abertura do mercado.

Por Agência Safras