Dólar fecha a terça com valorização de 0,15%, cotado a R$ 5,18

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,15%, a R$ 5,1810 para venda, com investidores digerindo dados de inflação nos Estados Unidos, preocupação com a variante delta da Covid-19 e também com a expectativa da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, considerado um redar para a retomada da economia.

“A semana começou com muitas informações e isso trouxe muita incerteza aos investidores. Amanhã tem IBC-Br no Brasil e pode trazer ainda mais incerteza caso não venham dados mais firmes no mercado externo. O investidor está precisando de um indicador esclarecedor, mas ainda não se sabe qual seria esse indicador”, explicou um operador de câmbio de uma grande corretora.

“O dólar reverte avanço, depois de chegar a ser negociado no patamar de R$ 5,22, diante do CPI [Indice de Preços ao Consumidor] americano mais alto do que o esperado. Yields dos Treasuries 10 anos também reverteram alta. Índice Dólar desacelera levemente seu avanço. Juros futuros seguem pressionados após inflação ao consumidor nos EUA subir 0,9%, maior patamar desde 2008”, explicou Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

O índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,9% em junho na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, segundo dados do Departamento de Trabalho do país. Analistas previam alta de 0,5%. Em maio, o índice subiu 0,6% em comparação com o mês anterior. Nos 12 meses até junho, o índice de preços ao consumidor subiu 5,4%. O mercado previa alta de 5,0% em base anual.

Pela manhã, o dólar comercial apresentava alta diante de um movimento global de valorização da moeda norte-americana frente a moedas de países emergentes e de países produtores de commodities.

“Lá fora o dólar ganha de seus pares e das moedas emergentes e ligadas as commodities. Aqui deveremos ter uma abertura em alta, acompanhando o desempenho visto no exterior, Internamente, além de olhar o cenário externo, agentes locais ficarão atentos ao novo texto da reforma do Imposto de Renda, que traz ajustes importantes negociados com Paulo Guedes e fluxos, que tem potencial para deixar o real descolado de outras moedas”, explicou Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora de Câmbio.

Por Agência Safras