O dólar comercial fechou a sessão com queda de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,1100 para venda. Além da expectativa para a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), o mercado estava ansioso com o aumento da Selic (taxa básica de juros). Diferente de outras moedas emergentes, a brasileira terminou o dia fortalecida.
“O mercado espera um sinal de manutenção da política monetária acomodatícia para juros e parcimonioso em relação à antecipação gradual do programa de compra de ativos”, explicou Ricardo Gomes da Silva, da Correparti, em relatório. “No mercado de câmbio local, dólar poderá ser pressionado, respondendo à cautela antes do anúncio da decisão de política monetária do Fed”, acrescenta.
Para o economista da Tendências Consultorias, Sílvio Campos, a desvalorização da moeda estadunidense reflete mais fatores internos do que o cenário internacional: “A recomposição de juros sinaliza uma política mais agressiva do Banco Central”. Sílvio acredita que a moeda brasileira tem sido um destaque positivo nos últimos dias.
O economista é mais cauteloso quanto às diretrizes da política monetária norte-americana no curto prazo. “Não acredito que o #fed mude nada de relevante na reunião de hoje. Isso talvez aconteça daqui duas ou três reuniões, mas não agora”, pontua.
“A grande questão hoje é a normatização da política monetária nos Estados Unidos, se eles irão reduzir os estímulos à economia”, analisa o sócio-analista da Eleven Research, Raphael Figueredo. Para ele, esta redução nos estímulos “deve acontecer muito em breve, para equilibrar o balanço”.
Raphael também vê um movimento de valorização do Real. “As curvas de juros aceleraram bastante, e hoje o mercado trabalha com um aumento de ao menos 100 pontos, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Isso irá valorizar a nossa moeda”, analisa.
Por Agência Safras