Os preços domésticos do algodão – respaldados por mais uma combinação de elevações em Nova York e no câmbio – alcançaram um novo recorde. A indicação média no CIF do polo industrial paulista ficou em R$ 5,73/libra-peso, com elevação de 1,24% em relação ao dia anterior. Comparado ao mesmo período do mês e do ano passado acumula ganhos de 8,1% e de 75,8%, respectivamente.
No FOB exportação do porto de Santos/SP o produto brasileiro encerrou com alta de 0,38% em relação ao dia anterior, cotado a 102,88 cents de dólar por libra-peso (c/lb). Ante ao contrato de maior liquidez (dezembro/21) negociado na Ice Futures US, a pluma brasileira é cotada a um valor 5,6% inferior, contra 2,4% abaixo do fechamento anterior. Há uma semana e a um mês era 3,3% inferior e 9,5% superior, respectivamente.
“A recente disparada das cotações tem resultado num alargamento do spread entre compradores e vendedores. Os primeiros, incertos em relação ao repasse do preço da matéria-prima num cenário de fraco crescimento econômico, estão reticentes em aceitar preços mais altos. Os últimos, tem na paridade de exportação o argumento para manterem-se firmes nas duas pedidas”, informa o analista da Safras & Mercado, Élcio Bento.
Por Agência Safras