O dólar comercial fechou em R$ 5,6710, com alta de 0,60%. Isso foi motivado pelo temor do texto dos precatórios que será aprovado no Senado, assim como a chance da votação no plenário ser adiada. A identificação da variante Ômicron, nos Estados Unidos, também gerou tensão nos mercados e refletiu no câmbio.
Para a equipe da Ouro Preto Investimentos, “a virada – que também ocorreu lá fora – foi por causa da identificação da nova variante nos Estados Unidos. Já a Correparti fala sobre “as incertezas quanto ao teor do texto final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios que será aprovado no plenário do Senado”.
O head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio Serrano, diz que “a tensão com o Ômicron diminui quando existe a percepção de que as coisas não são tão ruins”. Além do apetite ao risco global, Serrano destaca o “ambiente de dólar forte no mundo”.
Serrano ressalta que nas últimas semanas a moeda brasileira se fortaleceu: “O real performou muito melhor que quase todos os seus pares”, pontua.
De acordo com o head de tesouraria da Travelex Bank, Marcos Weigt, “o real tem sido a moeda menos volátil dentre as emergentes, nos últimos 20 dias. O prêmio de risco, tanto em juros quanto no câmbio, ainda é muito grande”.
Apesar da valorização do real, Weigt ainda acha que o mercado está receoso: “Ainda existe cautela com os precatórios. Na hora que isso for resolvido, o dólar cai”, projeta.
Por outro lado, Weigt considera exagerada a preocupação com a aceleração do tapering (remoção de estímulos), anunciada ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell: “Mesmo para 10 anos, a taxa de juros dos Estados Unidos ainda está em pouco mais de 1%”, argumenta.
De acordo com o boletim da Ajax Capital, os “ativos locais devem acompanhar recuperação do exterior. No front político, expectativa de que a PEC dos Precatórios poderá ser votada hoje em 1 turno no Senado também deve animar o mercado”.
Por Agência Safras