O dólar comercial fechou em R$ 5,4660, com queda de 1,70%. A moeda norte-americana foi fortemente impactada pela alta das commodities no mercado internacional e o fluxo positivo da bolsa de valores.
De acordo com o analista da Toro Investimentos, Helder Wakabayashi, “o movimento de hoje é um alívio do rali que ocorreu ontem. O fluxo na bolsa, incrementado pelas commodities, ajuda o câmbio”.
Wakabayashi acredita, porém, que este é um movimento com pouco fôlego: “É apenas um alívio momentâneo. Com o aumento dos juros nos Estados Unidos, este cenário deve mudar, mas nos próximos dias o real ainda tem espaço para cair”.
Segundo fonte ouvida pela CMA, “o dólar está perdendo para várias, inclusive para as emergentes. Isso reflete a alta das commodities no mercado internacional, o que ajuda muito nas exportações. O fluxo de quase R$ 1 bilhão na bolsa também foi muito positivo para o câmbio”.
A fonte, contudo, não acredita que o dólar fique abaixo dos R$ 5,40: “Está ocorrendo uma correção, mas é um ano muito difícil, com muitos ruídos fiscais. A desvalorização do dólar é pontual e não uma tendência”, analisa.
Para o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flavio Serrano, “o real tende a se ajustar um pouco, num movimento de correção, mas precisamos monitorar os Treasuries”.
Serrano acredita que, neste momento, R$ 5,70 é o teto para o dólar: “Poderia chegar a R$ 5,30, mas o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) hawkish (duro, propenso ao aumento dos juros), além do cenário político-fiscal doméstico, não deixam que isso aconteça”, avalia.
Por Agência Safras