A comissão externa da Câmara dos Deputados sobre as queimadas nos biomas brasileiros aprovou nesta terça-feira (19) a realização de oito audiências públicas, dando continuidade aos trabalhos iniciados em 2020. A ideia é atualizar e complementar os diagnósticos feitos e incluir o tema na agenda eleitoral.
“O período chuvoso foi mais forte do final do ano até agora, o que não significa a recomposição ambiental, especialmente no Pantanal, a origem desta comissão. Em torno de 50% das águas de que o Pantanal precisa ainda não chegaram até lá”, disse a coordenadora do colegiado, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT)
No plano de trabalho deste ano, está previsto um debate sobre a mortandade de vertebrados no Pantanal, em complemento ao relatório elaborado pela comissão em 2020. O texto de 300 páginas concluiu que a maioria dos incêndios em 33 mil quilômetros quadrados “teve origem em alguma forma de ação humana”.
A primeira audiência pública de 2022 está marcada para 19 de maio e tratará da situação dos direitos humanos em relação a povos indígenas e comunidades tradicionais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Segundo Rosa Neide, a devastação ambiental impactou vários desses grupos.
Por Agência Câmara