Nas lavouras do Paraná e de Santa Catarina

Sebastião Garcia
Nestas duas últimas semanas nossa expedição rodou o Paraná de ponta a ponta e chegou a Santa Catarina. Vimos à soja se desenvolvendo bem em todas as regiões, mas falamos de preocupações também, como o aparecimento de lagartas em São Pedro do Ivaí (PR). Em Ubiratã, na região noroeste, vimos soja já florescendo e ao mesmo tempo um atraso no desenvolvimento por causa do frio que fez nos últimos dias. No fim de outubro chegou a fazer 8ºC.

Especialistas afirmam que, com temperatura abaixo de 10ºC, a soja para de se desenvolver. Passamos também por Guarapuava na região central do estado, e o destaque ali foi a produção de trigo, que ainda está sendo colhida. O ciclo desta cultura se estendeu este ano porque a temperatura foi amena no último inverno. E ai, como boa parte da soja é plantada nas áreas de trigo, pode atrasar um pouco o plantio desta safra, chegando até o início de dezembro.

O estado do Paraná vai plantar nesta safra numa área de 5 milhões e duzentos mil hectares. A produção pode superar as 18 milhões de toneladas. Isso é 11% mais que na safra passada. Um bom sinal. Em Santa Catarina conhecemos a produção em Campos Novos, considerado o celeiro catarinense. A soja ocupa uma área de 60 mil hectares no município. E a produção chega a 230 mil toneladas. 10% do que o estado produz sai de Campos Novos. Outro destaque do município é a produção de sementes. De toda a soja plantada, 20% é pra este mercado.

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