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Embrapa destaca valor histórico e produtivo da mandioca em evento sobre cultura alimentar em Aracaju

Participação em painel nesta sexta-feira (17) apresentou a cultura como base de segurança alimentar, diversificação produtiva e integração entre ciência e saber tradicional

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destacou nesta sexta-feira (17), em Aracaju (SE), o papel histórico, tecnológico e estratégico da mandioca durante a imersão “Comida como Território, Cultura e Economia”. No evento, a instituição defendeu a integração entre pesquisa pública e conhecimentos tradicionais como base para sistemas alimentares mais resilientes e sustentáveis.

A apresentação foi feita por Amaury Santos, chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade da estatal em Sergipe, no painel “Mandioca: tecnologia ancestral brasileira”. Ele participou do debate ao lado de Silvania Gonzaga, coordenadora da Comunidade Quilombola Pirangi.

Segundo Santos, a mandioca resulta de um processo histórico de domesticação e manejo desenvolvido por povos originários, que transformaram uma planta naturalmente tóxica em alimento amplamente adaptado a diferentes condições de produção. Na avaliação do pesquisador, esse conhecimento segue relevante para a segurança alimentar e nutricional, sobretudo em áreas mais vulneráveis.

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Durante o painel, o pesquisador também apresentou o direcionamento atual da unidade da Embrapa para sistemas produtivos diversificados, integrados e agroecológicos. De acordo com ele, a proposta prioriza resiliência climática, inclusão socioprodutiva e uso mais eficiente dos recursos naturais, com foco em agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais do Nordeste.

O evento foi realizado no auditório da Biblioteca Pública Epiphânio Doria e integra o projeto Cozinha Itinerante, promovido pelo Instituto Mpumalanga com apoio de instituições públicas e privadas. A programação reuniu pesquisadores, gestores públicos, agricultores, pescadores, chefs e representantes de movimentos sociais para discutir alimentação, identidade cultural e desenvolvimento territorial.

A organização informou que a iniciativa também busca ampliar a formação técnica, estimular o empreendedorismo, especialmente entre mulheres, e fortalecer práticas alimentares vinculadas à tradição e à qualidade nutricional. Não foram divulgados, no material do evento, indicadores consolidados sobre investimento, público total ou volume econômico gerado pela programação.

A próxima agenda do projeto em Aracaju está prevista para segunda-feira (21), com a Feira de Empreendedorismo Feminino Comida & Cultura, no Shopping Jardins, das 10h às 17h. A programação deve ampliar o debate sobre alimentação, renda e valorização de cadeias produtivas locais.

Fonte: embrapa.br