– Até agora, a análise era feita de forma detalhada, sem que o Incra contasse com um número adequado de técnicos para avaliar os pedidos, situação que comprometia o andamento dos processos, trazendo insegurança jurídica para o campo – afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, que diagnosticou e apresentou o problema ao Incra.
Com a mudança, o objetivo do Incra é atender aos cerca de 29 mil processos que estão pendentes de análise ou em processo de análise. De acordo com a senadora Kátia Abreu, desse total, 19 mil processos nem começaram a ser analisados em função, basicamente, da falta de pessoal especializado para realizar o trabalho.
– Até agora o processo era muito burocrático – afirmou.
A previsão da Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra é que todos esses processos sejam apreciados e finalizados em um prazo de quatro meses.
Para a CNA, a partir de agora, será possível acelerar os processos de certificação, pois caberá ao servidor apenas verificar se o código do imóvel informado no memorial descritivo está cadastrado no Incra. Essa é a análise do cadastro. Já a partir da apreciação cartográfica será verificado se a poligonal do imóvel não se sobrepõe a nenhuma outra do cadastro georreferenciado do Incra. Também será avaliado se o memorial descritivo atende às exigências técnicas. Conforme a nova norma do Incra, proprietários e credenciados serão responsáveis por todas as informações prestadas, inclusive por inconsistências que vierem a ser detectadas na poligonal certificada.