Silva possui uma pequena propriedade de 7.500 metros, onde mora há mais de 10 anos. A família produzia apenas cebola. Ele conta que sem variar a plantação, enfrentava problemas: ou era a chuva, ou era o preço.
– Era difícil porque quando uma praga ou doença a gente perdia quase tudo. Perdia uns 60% mais ou menos. A gente pagava para trabalhar e ficava pensando em como diminuir o gasto com a produção e com insumos – disse.
O gasto com insumos também era alto. Silva conta que chegava a quase 25% de tudo o que ele ganhava. Um peso inviável, para o pequeno produtor. Diante da crise, ele resolveu mudar. Depois de procurar ajuda, o produtor abandonou a cebola e passou a investir em mais variedades. Hoje, a propriedade dele possui cerca de 15 culturas diferentes. O produtor agora não usa insumos.
– Nós mudamos tudo. Partimos do zero e fizemos tudo diferente. No início foi bem difícil, até para aceitar o fato de mudar tudo, mas agora a gente vê que valeu a pena – disse o produtor.
O agricultor resolveu fazer uma horta normal, orgânica. Ele destaca que utiliza o próprio mato, que nasce em volta, como uma forma de proteger a plantação das pragas. Silva conta que com a ajuda do Sebrae aprendeu a usar a rotação das culturas.
– A região tem uma tendência a produzir monoculturas, mas mais voltado à produção de hortaliças. A ideia dos técnicos do Sebrae é que o produtor diversifique essas culturas para que ele não fique refém de uma única e se der uma quebra, ele fique sem dinheiro – destaca a consultora do Sebrae, Ariane Teixeira.
Silva conta que no começo foi difícil, o produtor chegou a perder mais de 80% da produção, e mesmo assim, não desistiu. Hoje, ele vende praticamente tudo em feiras e até para a prefeitura do município.