Outras processadoras continuam recebendo a laranja de contratos fechados em anos anteriores e, por isso, ainda não demonstram interesse por negociar no spot. A retração das indústrias que antes adquiriam bons volumes da fruta, de imediato, deve ter o efeito de evitar filas de caminhões carregados em suas portas. Posteriormente, no entanto, as indústrias podem reavaliar as aquisições feitas para esta safra e voltar ao mercado.
Nesse cenário, o volume de laranja disponível para comercialização excede, e muito, o atual ritmo de compras das indústrias e a capacidade de absorção do mercado de mesa, de acordo com pesquisadores do Cepea. Dessa forma, não há opções de escoamento da fruta e o produtor aguarda a possibilidade de vender para as processadoras no próximo mês.