
O Rio Grande do Sul abriu, nesta sexta-feira (17), a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, em Triunfo, na Região Metropolitana, com previsão de produzir 800 mil litros de azeite na safra 2026. Segundo o governo estadual, o estado lidera a produção nacional, com cerca de 6,5 mil hectares cultivados por aproximadamente 350 produtores em mais de 100 municípios.
O ato foi realizado na sede do Azeite Milonga e reuniu produtores, lideranças do setor e representantes do governo. A produção de oliveiras está concentrada principalmente na Metade Sul, com destaque para municípios como Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, São Sepé, São Gabriel e Sentinela do Sul.
De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Paulo Lipp, a safra deste ano indica recuperação em relação aos dois ciclos anteriores. Segundo ele, a colheita precoce e o intervalo inferior a 24 horas entre a retirada da azeitona e o esmagamento contribuem para menor acidez e manutenção do padrão de azeite extravirgem.
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O governador Eduardo Leite afirmou que a olivicultura passou a integrar a estratégia de desenvolvimento econômico do estado, com foco em produção, ciência e mercado. Já o vice-governador Gabriel Souza citou medidas como o Pró-Oliva e a Rota das Oliveiras, voltadas ao incentivo produtivo e à integração com o turismo.
Durante o evento, também foi firmado um protocolo de intenções para a criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A proposta reúne universidades, governo e setor produtivo para apoiar transferência de tecnologia, formação de profissionais e práticas sustentáveis.
Com variedades como Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Picual, o estado busca ampliar a qualificação do produto e o acesso a mercado. Segundo o governo gaúcho, o avanço da pesquisa, da certificação e da organização da cadeia deve sustentar a expansão da olivicultura nos próximos ciclos.
Fonte: agricultura.rs.gov.br