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Banana do Vale do Ribeira recebe Indicação Geográfica em São Paulo

Reconhecimento formalizado na terça-feira (14) abrange 17 municípios e envolve produtores representados pela Abavar e pela CooperCentral do Vale do Ribeira

A banana do Vale do Ribeira passou a contar com Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência, em reconhecimento formalizado na terça-feira (14). O selo foi concedido para a produção de 17 municípios do estado de São Paulo e resulta de uma articulação acompanhada desde 2020 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio de entidades técnicas e de representação dos produtores.

A Indicação Geográfica é um instrumento que relaciona um produto ao seu território de origem. No Brasil, o registro é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). No caso do Vale do Ribeira, o processo contou com apoio técnico do Mapa, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Instituto Federal de São Paulo e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Segundo o Mapa, a equipe da Divisão de Desenvolvimento Rural em São Paulo (DDR-SP) acompanhou a mobilização dos produtores desde 2020 e realizou ações de orientação nos municípios envolvidos. Os produtores estão representados pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e pela CooperCentral do Vale do Ribeira.

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O território reconhecido inclui Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. Localizada a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, a região combina produção agrícola com áreas de Mata Atlântica e forte presença da agricultura familiar.

Na avaliação do presidente da Abavar, Augusto Aranha, o selo reforça a trajetória regional de produção associada à preservação ambiental. Após o reconhecimento, a etapa seguinte será organizar o uso da marca e estruturar ações de divulgação. Não há, no material divulgado, dados de volume de produção ou estimativa econômica vinculada ao novo selo.

Do ponto de vista técnico, a IG tende a orientar a padronização do uso da origem reconhecida e a fortalecer a identificação do produto no mercado, à medida que os produtores avancem na governança da marca e na comunicação com compradores e consumidores.

Fonte: gov.br