SUSTENTABILIDADE

BNDES aprova R$ 140 milhões para corredor de biometano da TransJordano em São Paulo

Financiamento inclui 100 caminhões pesados, três postos de abastecimento e equipamentos para ampliar a autonomia de armazenamento do combustível

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta sexta-feira (17), um financiamento de R$ 140 milhões para a TransJordano Ltda implantar um corredor verde no estado de São Paulo e modernizar parte da frota da empresa. O projeto prevê a construção de três postos de abastecimento a biometano, a compra de 100 veículos pesados movidos ao combustível e a aquisição de equipamentos para ampliar a autonomia dos tanques.

Segundo o banco, o valor aprovado representa 92% do investimento total do projeto. Desse montante, R$ 98 milhões virão do Fundo Clima e R$ 42 milhões da linha BNDES Máquinas e Serviços.

A estrutura será instalada em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto (SP). Além do abastecimento da frota da própria TransJordano, os postos poderão atender caminhões de outras transportadoras. O fornecimento de biometano será feito pela Ultragaz.

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De acordo com o BNDES, a operação está inserida na estratégia de apoio à transição energética no transporte rodoviário de cargas. Em nota, o presidente do banco, Aloizio Mercadante, afirmou que o projeto pode contribuir para reduzir emissões e ampliar a competitividade logística, ao mesmo tempo em que cria infraestrutura regional para uso do biocombustível. O banco informou estimativa de redução de 6,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no primeiro ano de operação da frota abastecida com biometano.

O presidente da TransJordano, João Bessa, declarou que o investimento está ligado ao plano de descarbonização da operação da companhia. Já o diretor de gases renováveis da Ultragaz, Erik Trencht, disse que a iniciativa amplia a oferta de biometano para o transporte pesado em escala comercial.

Fundada em 1998 e sediada em Paulínia (SP), a TransJordano atua no transporte rodoviário de combustíveis, produtos químicos, granéis sólidos, madeira e carga geral. A empresa informa ter mais de 1.000 colaboradores e frota superior a 1.500 placas.

Na prática, o projeto combina financiamento público, renovação de frota e infraestrutura de abastecimento, três elementos considerados centrais para ampliar o uso do biometano no transporte de cargas. Não foram divulgados pelo BNDES os prazos de implantação das estruturas e de entrega dos veículos.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br