
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou, nesta sexta-feira (17), que elevou de 57 milhões para 61 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de milho da Argentina na safra 2025/26. O ajuste foi sustentado por nova leitura de imagens de satélite, que apontou área plantada de 8,1 milhões de hectares, 300 mil hectares acima da previsão anterior. No mesmo relatório, a entidade manteve a estimativa para a soja em 48,5 milhões de toneladas.
Segundo a bolsa, a revisão no milho decorre da ampliação da superfície semeada identificada no monitoramento mais recente. A colheita do cereal alcançou 24,7% da área apta, com avanço semanal de 3,1 pontos porcentuais. O rendimento médio nacional está em 8,75 toneladas por hectare.
Os dados indicam, portanto, que a combinação entre maior área cultivada e produtividade média consistente sustentou a elevação da projeção total. Como a Argentina é um dos principais exportadores globais de milho, mudanças nesse volume são acompanhadas pelo mercado internacional por seu potencial de alterar a disponibilidade exportável do país.
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Na soja, o ritmo de colheita segue mais lento. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que 6,2% da área implantada foi colhida até o momento, com avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana. Em relação à média de cinco anos, há atraso de 2 pontos porcentuais, reflexo das chuvas recentes em parte importante da área agrícola.
Apesar da lentidão nos trabalhos de campo, os indicadores de lavoura mostraram melhora. A parcela da safra em condição boa ou excelente subiu de 47% para 48%, enquanto a fatia em condição regular ou ruim recuou de 14% para 13%. Já a condição hídrica adequada ou ótima passou de 88% para 91%, e a área sob condição regular ou de seca caiu de 6% para 2%.
O quadro mais recente mostra revisão positiva para o milho, com base em área semeada maior, e manutenção da safra de soja, sustentada por melhora das condições hídricas, embora o excesso de chuva ainda limite o avanço da colheita no curto prazo.
Fonte: ftp.ae.com.br