COMÉRCIO EXTERIOR: Brasil apresenta produção e controles sanitários em rodada com setor de carnes de Bangladesh

Agenda em Daca reuniu empresas e lideranças de avicultura e carne bovina enquanto seguem as negociações para abertura do mercado às proteínas animais brasileiras

Agenda em Daca reuniu empresas e lideranças de avicultura e carne bovina enquanto seguem as negociações para abertura do mercado às proteínas animais brasileiras

Entre segunda-feira (6) e quinta-feira (9), o adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, coordenou 11 reuniões de negócios em Daca com empresas e representantes locais dos segmentos de avicultura e carne bovina. A agenda foi organizada para apresentar informações técnicas sobre o sistema produtivo brasileiro, os protocolos sanitários e a capacidade de oferta do país, em um momento em que o mercado bangladês ainda permanece fechado para essas proteínas.

Segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os encontros tiveram foco na aproximação comercial e no esclarecimento de dúvidas de potenciais compradores. A missão concentrou a apresentação de dados sobre produção, sanidade animal e estrutura exportadora do Brasil, pontos centrais nas negociações de acesso a mercado para produtos de origem animal.

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O avanço das tratativas depende de requisitos sanitários e regulatórios do país importador, etapa comum em processos de abertura comercial para carne bovina e de frango. Nesse contexto, a rodada de reuniões serviu para detalhar como funciona o controle brasileiro sobre a produção e a certificação dos embarques, além da escala de fornecimento disponível.

O Mapa destaca que o Brasil está entre os maiores produtores mundiais de proteína animal, exporta para mais de 180 países e lidera os embarques globais de carne bovina e carne de frango. Em paralelo, Bangladesh representa um mercado relevante pelo tamanho da população, estimada em cerca de 173 milhões de habitantes.

No comércio bilateral, Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro no último ano. A pauta atual é concentrada em itens dos complexos sucroalcooleiro e da soja, além de cereais, farinhas e preparações. O ministério não divulgou, no material enviado à imprensa, estimativas de volume potencial para proteína animal caso o mercado seja aberto.

Do ponto de vista técnico, a agenda amplia a interlocução com compradores e lideranças do setor de carnes em Bangladesh e mantém em andamento o processo de negociação sanitária e comercial. Os próximos desdobramentos dependem da evolução formal das tratativas entre as autoridades dos dois países.

Fonte: gov.br