Embarque de bovinos vivos cresce 4,8% e atinge recorde em 2025

O Brasil exportou 1,05 milhão de bovinos vivos em 2025, um crescimento de 4,8% em relação a 2024. Faturamento também aumentou 26,1%.

A exportação de gado em pé alcançou um marco histórico em 2025, com o Brasil embarcando 1,05 milhão de cabeças de bovinos vivos. Esse volume é 4,8% superior ao registrado em 2024, quando foram exportadas cerca de 1,0 milhão de cabeças. Os dados foram divulgados pela Scot Consultoria na sexta-feira (23).

Além do crescimento em volume, o faturamento também avançou, totalizando US$ 1,0 bilhão em 2025, um aumento de 26,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado reflete a maior demanda internacional e preços mais firmes ao longo do período.

Crescimento por países importadores

Entre os países importadores, a Turquia liderou em 2025, respondendo por 32,9% dos embarques brasileiros de gado em pé. O volume destinado ao país foi 9,4% maior do que o adquirido em 2024. O Egito ocupou a segunda posição, com 17,7% de participação e crescimento de 13,7%, seguido pelo Marrocos, que saltou da sexta para a terceira posição, com 17,2% dos embarques.

O Iraque, que havia liderado as importações em 2024, recuou para a quarta colocação, com redução de 48,6% no volume adquirido.

Desempenho por estados e modais de transporte

No cenário nacional, o Pará manteve a liderança na exportação de gado, respondendo por 56,9% das vendas brasileiras em 2025, um aumento de 4,5% em relação a 2024. O Rio Grande do Sul ocupou a segunda posição, com 24,0% de participação, apesar da retração de 2,6% no volume exportado.

São Paulo destacou-se com um crescimento expressivo, quase triplicando o volume embarcado, após ter exportado apenas 30,8 mil cabeças em 2024. O modal marítimo continua sendo a principal via de escoamento, concentrando 99,9% dos embarques em 2025, com um avanço de 5,0% na comparação anual.

De acordo com o IBGE, o rebanho bovino brasileiro somava 238,1 milhões de cabeças em 2025. As exportações de bovinos vivos representaram 0,4% desse total, percentual reduzido em comparação ao abate, que correspondeu a 18,1% do rebanho, conforme estimativa da Scot Consultoria.

Apesar da participação relativa pequena, o desempenho das exportações em 2025 demonstra a capacidade do Brasil em atender diferentes perfis de demanda internacional, sustentada pela ampla oferta de bovinos e diversidade de sistemas produtivos. A expectativa é de manutenção do ritmo de embarques em 2026, com possibilidade de novos avanços conforme a demanda externa.

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.