ENERGIA: Petrobras fecha compra de 75% do bloco 3 offshore de São Tomé e Príncipe

Aquisição foi anunciada nesta sexta-feira (17) e ainda depende de aprovações governamentais e regulatórias no país africano

Aquisição foi anunciada nesta sexta-feira (17) e ainda depende de aprovações governamentais e regulatórias no país africano

A Petrobras informou nesta sexta-feira (17) que assinou a compra de 75% de participação no bloco 3, em área offshore de São Tomé e Príncipe, da Oranto Petroleum Limited (Oranto). O comunicado foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A conclusão da operação ainda está condicionada ao cumprimento de etapas regulatórias no país africano.

Antes da transação, a Oranto era a operadora do bloco, com 90% de participação, enquanto a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) detinha os outros 10%. Com a entrada da Petrobras, o consórcio passa a ser formado por Petrobras, como operadora, com 75%; Oranto, com 15%; e ANP-STP, com 10%.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Segundo a Petrobras, a aquisição está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia. Em nota, a empresa afirmou que a operação “reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio” e busca a “recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”.

A companhia também informou que retomou sua atuação na África em 2024 e já possui participação em outros blocos em São Tomé e Príncipe. De acordo com a estatal, a compra seguiu os trâmites internos de governança e está em linha com o Plano de Negócios 2026-2030.

Até o momento, não foram divulgados pela Petrobras o valor financeiro da operação, estimativas de reservas do bloco 3 ou cronograma detalhado para a próxima fase exploratória. Esses dados são relevantes para dimensionar o potencial econômico do ativo e o impacto operacional da aquisição.

Na prática, a operação amplia a presença da Petrobras em exploração internacional e reforça sua posição como operadora do bloco, o que lhe dá responsabilidade técnica sobre o desenvolvimento das atividades, caso a transação seja concluída.

O próximo passo depende do cumprimento das condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias de São Tomé e Príncipe. Até essa etapa, a operação permanece anunciada, mas ainda não concluída.

Fonte: ftp.ae.com.br