MERCADO

Ouro fecha em alta em Nova York com dólar mais fraco e trégua no Oriente Médio

Contrato para junho na Comex subiu 1,5% nesta sexta-feira (17), enquanto o mercado passou a monitorar sinais diplomáticos e expectativas para os juros nos Estados Unidos

O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em alta no mercado internacional, sustentado pela desvalorização do dólar e pela melhora parcial do ambiente geopolítico no Oriente Médio. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para junho avançou 1,5%, a US$ 4.879,6 por onça-troy. No acumulado da semana, o ganho foi de 1,9%.

O movimento ocorreu após o Irã informar, nesta sexta-feira (17), que o Estreito de Ormuz está aberto e deve permanecer assim durante a trégua de 10 dias entre Israel e Líbano. Ao mesmo tempo, o noticiário internacional indicou expectativa de reunião entre Estados Unidos e Irã neste fim de semana, com foco em um possível acordo para encerrar o conflito.

No mercado de metais, a redução da aversão ao risco foi acompanhada por ajuste nas apostas para a política monetária dos Estados Unidos. Analistas do Commerzbank afirmaram que a perspectiva de descompressão da guerra reduz preocupações com pressões inflacionárias adicionais, o que, em tese, diminuiria a necessidade de uma política monetária mais restritiva e o custo de oportunidade de carregar ouro.

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Esse raciocínio ganhou força com a leitura de que o Federal Reserve (Fed) pode cortar juros ainda em 2026. Segundo a ferramenta do CME Group, a maior parte dos investidores passou a projetar redução das taxas em dezembro.

Outro fator de sustentação foi o câmbio. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou a 98,023 por volta das 14h30, no horário de Brasília. Com o dólar mais fraco, o ouro fica relativamente mais acessível para compradores de outras moedas, o que tende a ampliar o interesse pelo metal.

A prata também acompanhou o movimento. O contrato para maio avançou 4%, a US$ 81,842 por onça, com alta semanal de 7%.

No curto prazo, o comportamento do ouro deve seguir atrelado à evolução das negociações diplomáticas no Oriente Médio, ao desempenho do dólar e às expectativas para os juros nos Estados Unidos, segundo a leitura de mercado apresentada por analistas e pelas projeções do CME Group.

Fonte: ftp.ae.com.br