
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou, nesta sexta-feira (17), que os países europeus devem adotar políticas fiscais mais direcionadas para responder ao novo choque energético, em vez de repetir programas amplos de apoio. Segundo a instituição, a guerra no Irã amplia a pressão sobre energia, contas públicas e atividade econômica da região.
Durante coletiva de imprensa, o FMI informou que os programas criados na Europa após a crise do gás chegaram a custar cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Pela avaliação do organismo, esse gasto poderia ter sido reduzido para 0,9% do PIB se o foco tivesse sido restrito às famílias mais vulneráveis.
A recomendação do Fundo é que eventuais medidas de apoio sejam temporárias e focalizadas. O objetivo, segundo a instituição, é limitar o avanço do déficit público em um cenário de maior incerteza externa e preços de energia mais sensíveis ao conflito no Oriente Médio.
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No cenário macroeconômico, o FMI estimou que a guerra deve reduzir, em média, cerca de 0,5 ponto porcentual do PIB europeu até 2027. O efeito tende a ser mais forte em países dependentes de energia importada e em economias com maior exposição ao comércio exterior, por causa do encarecimento de insumos, da volatilidade nos mercados e da desaceleração da demanda.
O Fundo também afirmou que o balanço de riscos para a Europa permanece inclinado para baixo. A instituição disse não trabalhar com um cenário mais favorável do que o atual, embora admita a possibilidade de deterioração adicional, a depender da evolução do conflito e dos preços de energia.
Além da disciplina fiscal, o FMI voltou a defender reformas estruturais e maior integração europeia, com avanços em mercado de capitais, mobilidade de trabalho e união energética. A instituição também classificou como inevitável a transição energética, apontando que o processo pode reduzir vulnerabilidades externas e sustentar o crescimento no longo prazo.
Fonte: ftp.ae.com.br