NAVEGAÇÃO

Cabotagem no Sudeste movimenta 27,1 milhões de toneladas em fevereiro, diz Antaq

Volume avançou 19,06% sobre fevereiro de 2025, com predomínio de petróleo bruto e liderança do Rio de Janeiro na região

A cabotagem na região Sudeste movimentou 27,1 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O volume representa alta de 19,06% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado principalmente pelo transporte de petróleo bruto e derivados entre os estados da região.

De acordo com o levantamento, o Rio de Janeiro concentrou a maior parte da movimentação, com 15,8 milhões de toneladas no mês. Em seguida aparecem São Paulo, com 9,9 milhões de toneladas, e o Espírito Santo, com 1,38 milhão de toneladas. Os três estados responderam pelo maior fluxo regional da navegação costeira no período.

Na composição das cargas, o petróleo bruto liderou com 21,2 milhões de toneladas transportadas. Os derivados de petróleo somaram 1,78 milhão de toneladas, enquanto a carga conteinerizada alcançou 2,21 milhões de toneladas. Os números indicam que o avanço da cabotagem no Sudeste esteve concentrado no setor energético, mas também envolveu o transporte de bens industrializados e produtos de consumo.

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Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Luiz Burlier, o desempenho está associado à política pública para o setor e ao ambiente regulatório. “O avanço da cabotagem é resultado de uma política pública consistente, que vem estruturando o setor com previsibilidade regulatória, estímulo à concorrência e ampliação da oferta de transporte”, afirmou.

O ministério também relaciona o crescimento à ampliação da frota, à maior previsibilidade regulatória e aos investimentos em infraestrutura portuária. Na prática, esse movimento tende a ampliar a capacidade logística e a distribuição de cargas entre regiões, com efeito sobre custos de transporte e abastecimento. Não foram detalhados, no material divulgado, os investimentos por porto ou a participação percentual de cada terminal no resultado de fevereiro.

A leitura técnica do mês mostra que a cabotagem no Sudeste segue apoiada no transporte de granéis líquidos, sobretudo petróleo e derivados. A continuidade desse desempenho dependerá da manutenção da oferta de frota, das condições regulatórias e do ritmo de investimentos portuários, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

Fonte: gov.br