MERCADO

Petróleo fecha em forte queda após sinalização de reabertura do Estreito de Ormuz

WTI caiu 9,41% e Brent recuou 9,06% nesta sexta-feira (17), em meio a avanços diplomáticos no Oriente Médio e redução do prêmio de risco geopolítico

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (17) em forte baixa, após novas sinalizações de distensão no Oriente Médio. O movimento ganhou força depois de declarações do governo do Irã sobre a reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano, fator que reduziu a percepção imediata de risco para a oferta global da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 9,41%, ou US$ 8,58, a US$ 82,59 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para junho recuou 9,06%, ou US$ 9,01, a US$ 90,38 por barril.

No acumulado da semana, o WTI caiu 14,5%, enquanto o Brent registrou baixa de 5,06%. Foi a segunda semana consecutiva de recuo para a commodity.

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A pressão baixista se intensificou após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmar que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto” durante a trégua. Na quinta-feira (16), Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, iniciado às 18h, no horário de Brasília.

Segundo Phil Flynn, analista do Price Futures Group, a pausa nos combates envolvendo o Hezbollah reduziu os riscos imediatos de uma escalada regional mais ampla e diminuiu os prêmios de risco incorporados aos preços do petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou nesta sexta-feira (17) que impediu novos ataques israelenses ao Líbano. Apesar disso, disse que o bloqueio naval norte-americano seguirá até que haja acordo formal.

Mesmo com a queda do petróleo, o debate inflacionário permanece. Mary Daly, presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, afirmou que a alta recente dos custos de energia tende a ter efeito maior sobre a inflação do que sobre o crescimento dos Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, prevê pressão inflacionária na América Latina em função da guerra no Oriente Médio.

No curto prazo, o comportamento do petróleo seguirá condicionado à duração da trégua e à efetiva manutenção da navegação em Ormuz, passagem estratégica para o fluxo global de energia. Não há, até o momento, indicação oficial de normalização definitiva do quadro geopolítico.

Fonte: ftp.ae.com.br