
Os preços médios do diesel e da gasolina subiram nos postos brasileiros na primeira quinzena de abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). No consolidado do período, o diesel S-10 avançou 17,35% e a gasolina, 6,46%. Apesar disso, o recorte da primeira semana de abril mostrou desaceleração pontual no diesel em relação ao fim de março.
Na comparação entre a última semana de março e o começo de abril, o diesel comum recuou 0,53%, de R$ 7,61 para R$ 7,57. Já o diesel S-10 teve leve alta de 0,16%, a R$ 7,72. No mesmo recorte semanal, a gasolina subiu 0,17% e o etanol, 0,12%.
No acumulado entre 13 de março e 14 de abril, porém, o movimento foi mais intenso. O diesel comum passou de R$ 6,52 para R$ 7,56, enquanto o S-10 avançou de R$ 6,57 para R$ 7,71. A gasolina saiu de R$ 6,50 para R$ 6,92, e o etanol, de R$ 4,77 para R$ 4,89.
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Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, a queda observada no início de abril não caracteriza, necessariamente, reversão de tendência. De acordo com ele, oscilações desse tipo são comuns em mercados pressionados por fatores externos, como a volatilidade do petróleo e tensões geopolíticas ao longo da cadeia.
Regionalmente, o Nordeste registrou a maior alta do diesel comum, de 17,07%, e do S-10, de 17,54%, com preço médio de R$ 7,84. No Sudeste, o S-10 subiu 18,03%, para R$ 7,66. O Norte concentrou os maiores preços médios do país: R$ 7,91 no diesel comum e R$ 7,99 no S-10.
Nos estados, Roraima teve os maiores valores, com R$ 8,49 no diesel comum, R$ 8,43 no S-10 e R$ 7,98 na gasolina. O Rio Grande do Sul registrou os menores preços médios do diesel, de R$ 7,11 e R$ 7,22. A Bahia liderou as altas porcentuais, com avanço de 23,47% no diesel comum e de 23,41% no S-10.
Para transporte, frete e operações agropecuárias dependentes de diesel, o avanço acumulado do combustível mantém pressão sobre os custos logísticos. O levantamento, no entanto, não detalha repasses efetivos ao frete ou ao custo final de produção.
A leitura técnica do período indica que a leve acomodação semanal não anulou a alta acumulada da quinzena. Caso o mercado internacional siga volátil, o comportamento dos combustíveis deve continuar dependente da evolução do petróleo e da capacidade de repasse na distribuição.
Fonte: ftp.ae.com.br