O dólar comercial fechou com leve queda de 0,08% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6620 para venda, em dia forte
volatilidade com a moeda chegando às máximas de R$ 5,7730 – maior valor intraday desde 30 de outubro – seguindo o exterior mais negativo para as moedas de países emergentes em meio à alta do rendimento das taxas de juros futuros dos títulos de dívida do governo norte-americano, as treasuries, que ganharam fôlego ao longo da sessão.
Próximo ao fechamento da sessão, um movimento brusco tirou o dólar do patamar de R$ 5,75 para R$ 5,65 com operadores de mesas de câmbio atribuindo a reação às falas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Ramos.
Ambos reforçaram que o programa Bolsa Família ficará dentro do teto de gastos. “São infundadas todas as especulações sobre furar o teto. Tanto o Senado quanto a Câmara votarão as PECs sem nenhum risco ao teto de gastos, sem nenhuma excepcionalidade ao teto. Essas especulações não contribuem para o clima de estabilidade e previsibilidade”, escreveu Lira em seu Twitter.
“Perto do encerramento, o dólar derreteu com parlamentares afirmando que o teto de gasto será respeitado e também com a notícia de que o governo federal decidiu comprar 100 milhões de doses da vacina da Pfizer”, reforça o
gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek.
Em meio à forte valorização da moeda no mercado doméstico, o Banco Central (BC) atuou no mercado com duas operações de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólar no mercado futuro – ao longo da tarde, no qual
colocou US$ 2,0 bilhões. “O dólar chegou a R$ 5,77 porque teve também saída de investidores estrangeiros do país em busca de proteção”, acrescenta Esquelbek.
Nesta quinta, 3, com a agenda de indicadores mais esvaziada, o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, reforça que a PEC Emergencial seguirá no radar dos investidores. “O ambiente segue negativo tanto aqui comolá fora. Brasília segue no radar do mercado porque a cada atrapalhada que vier de lá é dólar mais perto de R$ 6”, avalia.
Por Agência Safras