O dólar comercial fechou com leve alta de 0,07% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3900 para venda, interrompendo uma sequência de quatro pregões seguidos de sinal negativo, em dia de forte volatilidade da moeda. Além de seguir o exterior, um viés de correção local e de cautela com o cenário fiscal deram ao tom ao movimento intenso da moeda ao longo da sessão.
O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, ressalta o movimento de “robusta” volatilidade e amplitude do dólar, no qual acompanhou o exterior “em alguns momentos” do dia em meio ao fortalecimento da divisa norte-americana em relação à de países emergentes.
“Em outros momentos, respondeu a um fluxo positivo de recursos vindos dos últimos IPOs [oferta pública inicial de ações]. Ao longo da tarde, exibiu volatilidade menos intensa”, diz.
Para o analista da Toro Investimentos, João Vítor Freitas, apesar da sessão volátil e das questões locais, como a volta da preocupação em torno do cenário fiscal após declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ontem à noite sobre a necessidade de seguir com a agenda de reformas, o cenário externo é positivo e ainda influencia os ativos domésticos diante a busca por risco.
“A notícia a respeito da vacina da Pfizer ontem elevou a corrida por risco. O que vimos hoje foi um misto de correção local, visto que o mercado vinha de um otimismo forte na semana passada [com apostas de vitória do democrata Joe Biden na eleição dos Estados Unidos]. Se pensarmos bem, dias atrás, o dólar estava perto de R$ 5,80 e ontem chegou perto dos R$ 5,20. Daí, declarações do Maia e preocupações com o fiscal, fizeram a moeda oscilar”, pondera.
Nesta quarta, 11 com a agenda de indicadores esvaziada, o analista da Toro aposta em mais uma sessão de lateralidade da moeda, atento ao exterior e aos desdobramentos na política e em relação ao cenário fiscal doméstico.
Por Agência Safras