A demanda pelo arroz sul-rio-grandense de compradores paulistas e catarinenses está aquecida. No entanto, orizicultores consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) seguem retraídos, com interesse apenas em efetivar negócios pontuais e com volumes não expressivos, esperando preços ainda mais elevados nos próximos meses.
Neste cenário, a “queda de braço” entre produtores e compradores se acirrou, especialmente com aqueles demandantes que têm a pretensão de expandir seus estoques para, pelo menos, até o final deste ano ou início de 2021.
De 28 de julho a 4 de agosto, o indicador Esalq/Senar-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada), registrou expressiva alta de 3,82%, encerrando com média de R$ 68,98 por saca de 50 quilos na terça-feira, 4, renovando o recorde nominal e se aproximando ainda mais do recorde real (considerando os efeitos da inflação), de R$ 69,95, observado em maio de 2008.