Boletim da Conab que avalia safra de produtos extrativos agora é trimestral

Pequi, babaçu, açaí, pirarucu, buriti, umbu e mangaba são os produtos selecionados para a estreia da nova versão trimestral do Boletim da Sociobiodiversidade, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta semana. A partir desta edição, o estudo passa a trazer o acompanhamento geral da safra dos produtos extrativos que são amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Nesta publicação, a Companhia revela também os resultados de toda a execução da política em 2021.

De acordo com o artigo em destaque desta edição do Boletim, os pagamentos registrados no âmbito da PGPM-Bio em 2021 foram de aproximadamente R$ 21,7 milhões para 10.807 extrativistas. Considerando os valores já processados e, portanto, em fase de liquidação pela área financeira da estatal, o total disponibilizado é de R$ 24,97 milhões para 12.240 produtores extrativistas. “Esse valor pode crescer ainda devido à possibilidade de os produtores apresentarem demandas à política até fevereiro de 2022”, explica o gerente de Estudos da Agricultura Familiar e da Sociobiodiversidade da Conab, Ênio de Souza. “Mais de 87 % dos valores são pagos para os estados do Maranhão e de Minas Gerais, este último por ser um grande produtor de pinhão, pequi, mangaba, macaúba e umbu”.

Os produtos mais beneficiados pela política são pinhão, pequi e babaçu. A cada edição, o boletim avalia um novo conjunto de produtos que são amparados pela PGPM-Bio. A seleção é feita com base no período de safra das culturas e aborda ainda as informações da comercialização sazonal dos itens analisados.