As usinas produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil processaram 2,048 milhões de toneladas na primeira quinzena de dezembro, queda de 20,49% em comparação com igual período de 2019, quando foram moídos 2,576 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Embora o mix sucroenergético na quinzena tenha ficado em 70,49% para o etanol e apenas 29,51% da cana moída destinada à produção de açúcar, a fabricação do adoçante permanece elevada no comparativo com igual período de 2019: 85 mil toneladas ante 50 mil toneladas, crescimento de 70,28%. As usinas têm aumentado a fabricação de açúcar para aproveitar os preços recordes em reais alcançados nos últimos meses. A produção de etanol, por sua vez, alcançou 235 milhões de litros na primeira quinzena de dezembro, 5,76% a menos do que os 249 milhões de litros de igual período do ciclo 2019/20.
Do total de biocombustível produzido, o hidratado, utilizado diretamente no abastecimento dos veículos, representou 93 milhões de litros, enquanto o etanol anidro, adicionado à gasolina, somou 142 milhões de litros. O volume do anidro representa um aumento de 21,94% na comparação anual; já o hidratado apresenta retração expressiva, de 30,08%. A qualidade da matéria-prima processada na primeira quinzena de dezembro, medida a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), atingiu 148,40 kg por tonelada em 2020 ante 133,17 kg verificados em igual quinzena da safra passada, alta de 11,43%.
A moagem de cana no acumulado da safra 2020/2021 atingiu 596,926 milhões de toneladas, aumento de 3,21% sobre os 578,353 milhões de toneladas de igual período do ciclo 2019/2020.
Por Estadão Conteúdo